8 de out. de 2013


Agora o Canadá?

O Governo Brasileiro que conta com a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), mais uma vez ficou “surpreso” com a espionagem, agora os canadenses e o Setor de minérios nacional. Mas qual interesse do Canadá?
Atual líder mundial no setor mineral possuindo hoje mais de 1.250 projetos de exploração na América Latina, incluindo o Brasil.
O Canadá tem um subsolo muito rico, com inúmeros recursos minerais e energéticos. O país possui 30% das reservas mundiais de urânio e ocupa destacada posição na produção mundial de zinco (1º do mundo), níquel (2º) e gás natural (3º). Destacam-se também as grandes produções de petróleo e carvão mineral, além dos minérios de ferro, prata e cobre.
O Brasil por sua vez é líder na presença de riquezas naturais [Em sua grande maioria mal explorada ou em outros casos omitidos da população]. O território nacional é privilegiado, pois apresenta um grande potencial na produção de minérios que coloca o país em destaque no cenário mundial nesse tipo de atividade extrativista. 
Dentre os muitos tipos de minérios encontrados, o país se destaca na produção, sobretudo, de ferro (hematita), estanho (cassiterita), alumínio (bauxita), manganês (pirolusita), ouro, nióbio, titânio, urânio, sal, calcário, barita, areia, caulim, níquel, chumbo, cobre, zinco etc. 
Esse ramo de atividade responde por cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) que é desenvolvida essencialmente por empresas estrangeiras [Agora entra o Canadá].
Saber antemão aos concorrentes sobre áreas e licitações sobre exploração de recursos naturais, é uma tática muito empregada em todas as corporações e países [Conduta ética e moral condenável]. Mas nada diferente do ocorre com muitas licitações em nosso País, um exemplo atual é a alavancada e derrocada de Eike Batista.
Todavia o Novo Marco da Mineração [Link abaixo] impôs novas regras quanto à exploração dos recursos minerais. Na prática, a proposta do governo, bastante sintética, introduz o processo licitatório como forma de definir os responsáveis pela exploração das lavras. Pelas regras atuais, quem pedir primeiro leva a concessão. Também aumenta de 3% para 4% a alíquota máxima dos royalties da atividade. Quase não contempla os aspectos sociais: não disciplina quem são os atingidos e nem de que forma serão ressarcidos. E fala de forma vaga em necessidade de licença ambiental, mas apenas após as licitações. As multinacionais, que movimentam 82% do setor, reclamam que a regulamentação irá torná-las pouco competitivas no mercado internacional. Criticam duramente o aumento do percentual do royalty. As pequenas e médias mineradoras temem que a introdução do processo licitatório acabe por concentrar ainda mais a atividade nas mãos das grandes.
O interesse do Canadá está bem evidente, sua integração com os Estados Unidos através da NAFTA [Bloco Econômico entre USA, Canadá e México], facilita e matem a todos bem informados pela NSA.
O que fica para o Brasil, além de criar mecanismo anti – espionagem e na contratação de Edward Snowden para a ABIN é aprender com as políticas públicas do Canadá que investi maciçamente seu PIB na Educação, Seguridade Social, Saúde, Tecnologia...


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