Tratamento do câncer pode avançar com projeto que amplia cobertura por parte de planos de saúde
O Plenário do Senado pode fazer avançar nos
próximos dias o atendimento aos pacientes com câncer. Consta da pauta de
terça-feira (22), em regime de urgência, o substitutivo da Câmara ao Projeto de
Lei do Senado (PLS) 352/2011, que inclui o fornecimento de remédios de uso oral contra o
câncer entre as coberturas obrigatórias dos planos e seguros privados de
assistência à saúde.
O projeto faz parte de uma agenda prioritária
instituída como parte das atividades do Outubro Rosa, movimento a que se
integrou o Congresso Nacional na luta contra os tumores de mama. O PLS, porém,
tem como objetivo beneficiar pacientes de ambos os sexos.
De acordo com o projeto, de autoria da senadora
Ana Amélia (PP-RS), os planos de saúde privados devem cobrir despesas com
medicamentos de uso oral e procedimentos radioterápicos e de hemoterapia, no
tratamento domiciliar, desde que estejam relacionados à continuidade da
assistência prestada na internação hospitalar.
A senadora informou que, em 15 anos, 80% dos
tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de
uso oral. Atualmente, lembrou, as empresas de saúde são obrigados a arcar
apenas com cirurgias e com os custos ambulatoriais, dependendo da cobertura do
plano.
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