Carreata do Nada na Serra do
Nunca
Fomos condicionados a pensarmos pequeno, a considerarmos que nossa
capacidade não passe das fronteiras serrense. Aprendemos que se alguém se
destaque ou faça por si mesmo, tem que ser banido, exonerado por completo das opiniões
e se questiona é “fim de carreira” dessa pessoa. Acostumados que o Pouco é mais
que o suficiente e assim devemos atender o anseio de uma “Maioria” que acreditam controlar a informação [Com alto teor de
proveito próprio].
Entristece quando se vê que prática política [Os mesmos mecanismos da
propaganda eleitoreira que julgam ser o mais apropriado para cidades
interioranas] ainda tão erroneamente é empregada.
Aos que terão “mente pequena” e que caia no termo “a carapuça serve”, um aviso com relação a uma crítica (em
geral por escrito, sob forma de análise, comentário ou apreciação teórica e/ou
estética). Mas nós sabemos que aduladores e politiqueiro não sabem que uma
azeitona nasça de uma oliveira.
Carreata para divulgar a chegada de veículos para saúde, ótimo, mas
esses continuaram a transportar serrenses para localidades vizinhas para serem
mal atendidos, tratos como estorvo e na pior da hipótese como “porcos”.
Ao invés de veículos, devíamos estar realizando carreata para
inauguração do Pronto Socorro de Urgência e Emergência, quiçá do Hospital
Municipal aos moldes dos grandes centros?
Carreata para ônibus escolar, ótimo, mas não transportará
universitários que buscam em outras cidades a sua profissionalização, melhoria
da sua condição humana, a liberdade de conhecimento e que raríssimos aplicaram
sua força de trabalho nessa cidade.
Precisamos de universidades que propicie aos jovens alternativas,
perspectivas. Quantas cidades não se desenvolveram através de conglomerados educacionais:
Montes Claro... Teixeira de Freitas a caminho desse passo.
No fim dirão a “Maioria”, é oposicínice, não quer o progresso, não
sabe o que diz, quer 15 minutos de fama... E continuarão... Até perceberem que
estão sem emprego e que o proselitismo de outrora já não vale mais nada.
Mas essa “Maioria”, em sua
prepotência e narcisismo não vem percebendo que ao longo dos anos, mesmo que
num completo marasmo, nós [povo] estamos mudando. Não é um simples show
pirotécnico que nos ilude, meia pataca de falácia nos agrada e nem será por
manifestações orquestradas de micos amestrados que mudaremos nossos destinos.
Jovenildo Carvalho
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