CÂNCER DE PêNIS
O câncer de pênis é uma doença pouco conhecida
entre os homens. Ainda assim, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer,
foram registradas no Brasil 363 mortes em 2010. Uma das razões é a demora na
procura de tratamento. A Sociedade Brasileira de Urologia divulgou no ano
passado que 43% dos homens nunca foram ao urologista e deixaram de aprender
medidas simples de higiene que podem ajudar a prevenir o câncer de pênis — como
lavar o pênis com água e sabão, usar preservativo nas relações sexuais e tratar
com atenção a fimose
Fatores de risco
São fatores de risco:
1) fimose que impede a
exposição da glande (cabeça do pênis) por causa do estreitamento do prepúcio (a
pele que reveste a glande);
2) acúmulo de esmegma
(secreção branca resultante da descamação celular);
3) higiene local
precária;
4) falta de informação;
5) má situação
socioeconômica e educacional das pessoas, em geral moradoras das regiões mais
carentes.
Dados epidemiológicos
revelam que a infecção pelo HPV (papilomavírus humano, principalmente pelos
tipos 16 e 18), pode estar entre as causas do câncer de pênis.
Segundo pesquisa
realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia, embora grande número de casos
tratados de câncer de pênis esteja concentradoem São Paulo, a maioria dos
pacientes veio dos estados do Norte e Nordeste.
Sintomas
O sintoma mais comum é o
aparecimento de uma ferida avermelhada, que não cicatriza, ou de um pequeno
nódulo, na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis. Inicialmente, essas lesões
podem não doer, o que retarda o diagnóstico.
Outros sintomas são
manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação na glande, presença de esmegma
com cheiro forte e de gânglios inguinais inchados na virilha.
Placas vermelho-vivo, bem
delimitadas são típicas da eritroplasia de Queyrat e podem ser consideradas
lesões pré-malignas que evoluirão para câncer de pênis, se não forem
devidamente diagnosticadas e tratadas.
Diagnóstico
O exame clínico e o
resultado da biópsia são elementos fundamentais para o diagnóstico de um tumor
maligno no pênis. Quanto mais precocemente ele for feito, melhor será a
resposta ao tratamento. O problema é que, por falta de informação ou
constrangimento, muitos homens demoram para procurar atendimento médico, quando
notam alguma alteração no pênis e deixam de tratar uma doença que pode ter
cura.
Prevenção
A prevenção do câncer de
pênis está diretamente associada a três princípios básicos:
1) higiene diária com
água e sabão, especialmente na hora do banho e depois das relações sexuais;
2) cirurgia de fimose,
quando a pele do prepúcio inviabiliza a exposição da glande e a higiene
adequada da região;
3) uso de preservativos
nas relações sexuais.
Tratamento
O esquema de tratamento
do câncer de pênis é diretamente determinado pela gravidade e extensão da
doença. Nas lesões iniciais, o tumor e uma pequena parte dos tecidos ao redor
podem ser removidos cirurgicamente ou por ressecção a laser. A preocupação é
sempre preservar a maior quantidade possível do tecido peniano, de forma a
manter as funções sexuais e urinárias.
A remoção completa do
pênis e dos gânglios inguinais só é indicada nas fases mais avançadas da
doença.
Recomendações
* Ensine as crianças,
desde pequenas, a maneira adequada de fazer a higiene intima todos os dias;
* Saiba que a cirurgia
de fimose, ou circuncisão, para remover a pele do prepúcio que impede a
exposição da glande e dificulta a higiene do local é simples e não requer
internação hospitalar. Homens circuncidados estão mais protegidos contra o
câncer de pênis;
* Não se descuide. O
autoexame do pênis e das áreas ao redor é um passo importante para localizar
lesões iniciais, fazer os diagnóstico e introduzir o tratamento;
* Use camisinha nas
relações sexuais;
* Não adie a visita ao médico se notar
qualquer alteração no pênis.
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