Mosaico de Ideias
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Os Jovens e a Política
Aparício de Souza Deió¹
O mais antigo
movimento promovido por jovens de caráter político foi registrado em 1710,
quando vários jovens estudantes de colégios religiosos enfrentaram milhares de
soldados franceses, que invadiam o Rio de Janeiro. Outra participação
inesquecível foi na ditadura militar em 1984, onde diversos jovens se unirão e
gritaram por diretas já.
Alguns anos depois em
1992, foi à vez dos caras pintadas, movimento predominantemente jovem em
oposição ao governo do presidente Fernando Collor. Todos esses movimentos foram
de rua, de contato direto.
Hoje se percebe que
devido à rede mundial de computadores, esse tipo de luta acaba sendo menos
usual, sendo mais utilizadas por nós jovens, às redes sociais como ferramenta
de combate, tanto para envolvermos, criticarmos ou até mesmo apoiarmos atitudes
políticas [Lógico raramente].
Com
o acesso à informação na velocidade da luz, nós que vivenciamos a era
tecnológica, somos verdadeiros multiplicadores de informação. A conectividade
extrema oferecida pela rede é fantástica ao ponto de que nos últimos meses foi
possível mobilizarmos o ‘’Gigante’’, ou seja, a população como um todo, contra
certas atitudes que julgamos serem impraticáveis para um País que se diz:
BRASIL,
UM PAÍS PARA TODOS.
No
cenário mundial político, não há modificações sem luta. Acredito que esta luta
precisa ser idealista, com ponto de vista jovem, que seja: inovador, motivador,
envolvente, voluntarioso.
Na
humilde visão que tenho em relação à política nacional, constato que nós jovens
estamos cada vez mais afastados da política, pois são diversos os históricos
asquerosos que envolvem a mesma, levando a um estado de falta de credibilidade
do sistema e dos participantes. Outro fator que creio levar a apatia é o consumismo,
pois o cidadão que está preocupado com o futuro
trabalha e estuda em cargas horárias absurdas por não ter nenhuma segurança ou
amparo além de si mesmo.
E devido a tal situação estabelecemos como ideia de futuro
completo, aquele onde ele possa ter uma vida confortável, com acesso a todas as
facilidades da vida moderna, ou seja, aos produtos de consumo. Não se
preocupando com a política, porém, somos nós a força motriz essencial para a
renovação que a política tanto precisa, e devemos reverter este quadro
urgentemente.
O momento carente de
referenciais e exemplos éticos na política leva-me ao passado, percebe-se que se
nos espelharmos no nosso excelentíssimo JK, que tanto lutou de 1956 a 1961 por
um país desenvolvido e igualitário, nós ainda teremos ânimo para lutar por um
país cada vez melhor.
Nesse contexto, os brasileiros parecem-me cada vez menos
esperançosos com seus governantes, anulando seu voto, escolhendo qualquer
candidato, dando um tiro no escuro. Infelizmente nós jovens, geralmente
adotamos a mesma postura.
Esse é um dos mais graves problemas dos jovens brasileiros, pois
quando anulamos nosso voto, estamos simplesmente favorecendo os políticos
corruptos, que acabam se mantendo no poder. Nós somos reflexos de atitudes que
tomamos, e, se queremos um país igualitário, desenvolvido, um país de primeiro mundo,
primeiro temos que construir nossos alicerces e reaprendermos a votar, pois a
mudança só será possível se esse tipo de atitude mudar.
Com um país de jovens politizados, o futuro seguramente é
promissor, pois aqueles que hoje apenas observam, somados com os que estarão
iniciando sua participação política, provavelmente já saberão como agir no
futuro, procurando evitar erros e encaminhar seu país para uma melhor condição.
Os jovens como mencionado nas entre linhas deste singelo resumo é
o futuro do País, e, devem estar atento para o que acontece na política e na
sociedade que o envolvem. Sendo o acesso à informação cada vez mais facilitado,
em breve poderemos gozar de bons frutos, se somarmos esforços e combatermos a
corrupção, e outros males políticos.
Técnico em Química com Ênfase em
Açúcar e Álcool
Bacharel em Química
Operador Industrial
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